Assista a aula completa.
Anestesiologia Veterinária em Animais de Pequeno Porte
As inscrições para a pós-graduação com Renato Piccolo abrem na quinta-feira às 8h. Entra agora no grupo do WhatsApp pra garantir teu lugar — vagas limitadas pelo professor.
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Abertura da live com Renato Piccolo cumprimentando a turma e contextualizando o encontro. Apresenta o roteiro que vai seguir nas próximas horas: a tese central sobre protocolos anestésicos, a apresentação da pós-graduação que abre quinta-feira e o sorteio ao vivo de uma bomba de infusão para quem está acompanhando.
Renato traz o resultado da pesquisa que fez com a comunidade veterinária pra entender por que tantos profissionais ainda travam na hora de anestesiar. A maioria das respostas aponta pros mesmos 3-4 motivos: insegurança técnica, falta de protocolo claro, medo do paciente "não acordar" e desconhecimento de farmacologia básica.
O diagnóstico que ele faz é direto: o problema raramente é o fármaco — quase sempre é o método. A solução passa por estruturar protocolo em camadas e treinar a tomada de decisão.
Apresentação da bomba de infusão que será sorteada ao vivo no fim da aula. Renato mostra o equipamento, explica por que ele considera essa peça um divisor de águas pra quem quer fazer TIVA (anestesia intravenosa total) com segurança e por que pretende popularizar o uso no Brasil.
A discussão também passa pelo papel da bomba na previsibilidade da dose, redução de erros humanos e na possibilidade de manter o plano anestésico estável por longas cirurgias.
Pausa de carreira no meio da aula técnica: por que tanto veterinário não consegue cobrar bem pelo serviço de anestesia, mesmo quando entrega um trabalho de alta qualidade. Renato conecta isso diretamente com a confiança técnica — quem domina o protocolo precifica diferente porque sabe o valor real do que entrega.
Comentário rápido sobre o "fazer por amor" e o cuidado pra não cair na armadilha de subvalorizar o próprio trabalho clínico.
O coração da parte técnica da aula. Renato compara as duas grandes abordagens de anestesia geral em pequenos animais: a inalatória (gases voláteis com vaporizador) e a TIVA (intravenosa total, sem gases). Mostra que cada uma tem papel diferente — a inalatória é forte na imobilização, a TIVA controla melhor a analgesia profunda.
A mensagem prática: "a melhor anestesia é geralmente a combinação das duas". Imobiliza com inalatória + complementa com IV pra cobrir dor e ajustar plano fino.
Uma das regras que Renato mais bate na aula: xilazina e cetamina nunca devem ser misturadas na mesma seringa. A xilazina tem efeito potencializador sobre a cetamina, e a mistura prévia altera farmacocinética de um jeito que pode tirar a previsibilidade do plano.
Passo a passo correto: aplicar primeiro a xilazina, esperar o efeito sedativo, depois aplicar a cetamina. Cada uma em seringa própria. Aparentemente um detalhe pequeno — na prática faz diferença real em segurança.
O método de Renato pra montar protocolo do zero, passo a passo. O raciocínio em 3 camadas: (1) tirar o que faz mal ao paciente específico, (2) adicionar o que ajuda dentro do quadro clínico, e (3) definir o resto com base na cirurgia, espécie e tempo previsto.
O método foi pensado pra ser replicável — independente de fármaco favorito ou escola. Funciona como um framework de decisão que reduz o "olhômetro" e aumenta a previsibilidade do resultado.
A história por trás da bomba de infusão na medicina humana e como ela aterrissa na rotina veterinária. Renato mostra que a Laszlo (referência no mercado vet) na verdade é a Santronic (referência humana) renomeada — o que significa que é tecnologia validada em ambiente hospitalar humano sendo trazida pra clínica veterinária.
Insight prático: equipamento de qualidade hospitalar humano dá confiança técnica diferente pra quem opera, e isso reflete no resultado anestésico.
Os três perfis que mais geram dúvida na hora de montar protocolo: cardiopata, nefropata e hepatopata. Renato explica como ajustar a anestesia pra cada um — quais fármacos evitar, quais usar com cautela e quais funcionam bem mesmo nesses cenários.
Foco especial na dexmedetomidina: dose, riscos de hipotensão e hipoxemia, monitoração obrigatória de oximetria, ECG e PA. Quando esse fármaco entra no protocolo de paciente com comorbidade e quando ele fica fora.
O conceito de sinergismo entre fármacos: combinações onde dois agentes juntos potencializam o efeito desejado e permitem reduzir a dose individual de cada um. Renato traz o clássico "ketapum" (ketamina + propofol) como exemplo e mostra outras combinações que rodam bem no dia a dia clínico.
A lógica de bater forte na dor sem precisar dose alta de cada agente — menos efeito colateral, mais previsibilidade.
Apresentação detalhada da pós-graduação em Anestesiologia Veterinária em Animais de Pequeno Porte. Renato fala do curso prático em Campinas (2 dias hands-on), das mentorias destinadas aos primeiros inscritos e das condições especiais válidas só pra quem está acompanhando a live.
Em seguida acontece o sorteio ao vivo da bomba de infusão para quem está presente — regras anunciadas em voz e mecânica explicada na hora.
Onde o fentanil entra no protocolo e o porquê de quase sempre precisar de um bolus de carga antes da infusão contínua. Renato mostra exemplos práticos de cálculo da dose ml/h, ajustes de manutenção e o passo a passo conforme o tempo cirúrgico vai avançando.
Cuidados em pacientes sensíveis: depressão respiratória, bradicardia e a importância de ter antagonista por perto.
Encerramento com depoimentos espontâneos de ex-alunos da pós que estavam acompanhando a live. Veterinários de áreas distintas (incluindo profissionais que estavam afastados da anestesia há anos) compartilham como o curso destravou a confiança técnica e a tomada de decisão clínica.
Mensagem final do professor: agradecimento e convite pra acompanhar as inscrições que abrem na quinta-feira às 8h.